O título deste texto parece uma reflexão sobre a proposta do MDB nacional em defender a importância do meio termo, como diz o ditado popular "nem tanto, nem tão pouco". Em resumo, o partido liberou os diretórios estaduais para se posicionarem como achar conveniente, visto que não temos uma candidatura presidencial própria.
Mas, ao contrário do que poderia supor quem se deu ao trabalho de ler essas linhas, o título do texto não é uma referência ao "ponto de equilíbrio" defendido pelo partido do Dr Ulysses Guimarães, mas o equilíbrio do governante do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, a quem homenageio nessas linhas escritas verdadeiramente por mim, sem qualquer intervenção da IA, cuja utilidade é indiscutível, mas que tenho ressalvas. Tema para ser tratado em outro momento.
Pois bem, num momento em que o vigor para defender um nome para a cadeira presidencial virou uma verdadeira obsessão, a ponto do eleitor digitar na urna o número errado, achando estar votando para presidente, quando o cargo é para governador (aqui no estado cerca de 35 mil eleitores fizeram isto no primeiro turno) Ricardo Ferraço se manteve absolutamente fora disso. Eu disse absolutamente!
Motivos não lhe faltam para se posicionar à direita no espectro político. Ricardo Ferraço comunga com os princípios e ideais da direita, contudo, o que ficou claro para mim, e não é de hoje, é que há muito tempo não temos mais a direita pleiteando o poder, mas um grupo que se apoderou da nossa displicência política e arregimentou uma parcela da sociedade, que não acredita mais em valores democráticos, mas numa briga de egos onde "o meu candidato é melhor que o seu" e ponto.
Ricardo Ferraço não entrou nesse jogo, ao contrário do seu adversário que não conseguindo vencer no primeiro turno e sacramentar sua vitória, correu para os braços do candidato que representa uma seita, que entorpece as pessoas e as fazem acreditar que é a direita representada. Mas não é, definitivamente não é. Essa seita não representa a direita brasileira!
Ricardo Ferraço, para mim, representa esse equilíbrio que precisamos para resgatar a verdadeira democracia no país. Não se trata de escolher um e se este não vencer, ficarmos quatro anos torcendo para tudo dar errado. País nenhum, muito menos o nosso, irá a lugar algum se esse extremismo se perpetuar.
Sinceramente, me sinto triste quando percebo que o povo do nosso país se comporta eleitoralmente como se estivesse num estádio de futebol, torcendo para o seu time, que quando algo não dá certo, xinga todo mundo, inclusive e principalmente os seus próprios jogadores e quando vencem, o idolatram como se fossem deuses. Isto é coisa séria, é o destino do Estado e do país e não uma partida de futebol!
Nosso Espírito Santo, pequeno estado brasileiro, há alguns anos vem dando demonstrações de que ser equilibrado, não é ficar em cima do muro como sugerem os radicais apostadores do quanto pior, melhor, mas sermos inteligentes e saber que se não podemos mudar por completo o mundo, se pudermos dar exemplo onde vivemos, o mundo passará a nos admirar e nos ter como exemplo. Isto sim seria excelente!
Pelo equilíbrio de um estado muito bem governado, no próximo domingo eu voto pelo futuro do meu estado com Ricardo Ferraço Governador 15 e peço a você e sua família que façam o mesmo. No país, como já disse e reafirmo, eu rejeito a seita e escolho a democracia e a soberania. É Lula 13!
São Mateus-ES, 22/10/2026
Carlos Quartezani