Na política, por conta das pesquisas de opinião pública, somos levados a nos associar a este ou aquele não por conta de concordarmos com o ponto de vista defendido pelo partido ou por seu representante, mas pelo resultado da pesquisa que aponta quem é o preferido.
Não quero e nem vou fazer proselitismo religioso aqui mas para quem é cristão como eu, conhece a história de Barrabás absolvido pelo povo, por meio de um indulto de Poncio Pilatos, que perguntou ao povo quem eles desejavam que fosse libertado. Como todos sabemos, Jesus Cristo foi crucificado.
Sempre tive contrário às pesquisas eleitorais. Não por duvidar da sua qualidade mas pelo efeito que causa às pessoas. Somos naturalmente influenciáveis e nada influencia mais do que saber que aquele ou aquela que escolhemos votar, não vai ganhar porque a pesquisa apontou isto.
Sei que é utópico conceber que um dia seja proibida a publicação de pesquisas eleitorais, já que se devidamente registrada, pode-se publicar sem problema algum, mas se as pessoas deixassem se levar por suas convicções e sobretudo, tendo por critério a capacidade que tem o seu candidato para representá-lo, certamente teríamos políticos muito melhor preparados do que a maioria que vemos por aí.
A emoção é inerente ao ser humano e é ela quem determina nossas escolhas políticas. Mas temos que ter cuidado porque ao escolhermos quem gostamos para um trabalho para o qual não está preparado, estamos involuntariamente condenando esta pessoa ao pior dos martírios, principalmente nesses tempos em que o tribunal da Internet é implacável e nele todos são culpados, ainda que se prove inocentes.
Não tenho nada a oferecer ao meu estimado leitor, em termos de critérios para suas escolhaspolíticas, mas a experiência que tenho me permite afirmar que se a pesquisa é o seu único critério, você foi absorvido pela ilusão de que vive numa democracia. Se foi manipulado, sua vontade é a do outro e não a sua.
Pense, logo exista!
São Mateus-ES, 22/02/2026
Carlos Quartezani