quarta-feira, 23 de setembro de 2026

São tantas emoções

A democracia, embora seja um instrumento civilizatório sem substituto à altura, está longe da perfeição... muito longe!

A emoção não é democrática e quando ela chega na política, passa por cima de tudo, como um trator. 

Em regra, não importa se o candidato está preparado ou não para o cargo, o que importa é que ele (ou ela) desperte-nos algum tipo de emoção, em especial, a gratidão. 

Eu já votei por gratidão e não tem problema nenhum nisso. No entanto, eu não posso cobrar resultado algum de quem eu votei. Eu só retribuí, com meu voto, uma gentileza ou um favor, por assim dizer. 

Por isso sou adepto ao critério do compromisso partidário. Se voto em alguém do partido ao qual sou filiado, estou confirmando que aquela agremiação partidária (não apenas a pessoa) me representa no ambiente político. Sem os partidos, não há democracia!

Pense nisso: com pessoas podemos nos decepcionar, na política ou em qualquer outra área da vida, mas o Partido, embora composto por pessoas, permanece enquanto as pessoas, bom, as pessoas são finitas.

Carlos Quartezani

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