Esta
é a expressão que mais combina com Conceição da Barra: Amor de verão! Não
apenas pelas letras musicais elaboradas pelos poetas, mas, de fato, pela paixão
que ela desperta, sobretudo para quem a conhece ou vem revê-la nos dias mais
quentes do ano.
O
clima de festa que contagia boa parte da população tem outros estímulos tais
como a oferta de trabalho e a expectativa de alugar bens móveis ou imóveis e
assim conseguir pagar contas atrasadas, o material escolar dos filhos, etc... Mas
essa euforia, que já foi maior em outros tempos, é perfeitamente compreendida e
tem um fim e este” fim” é sempre mais breve do que conseguimos assimilar,
exatamente como o amor de verão.
As
festas natalinas, a virada de ano e os dias de verão que antecedem o carnaval -
e o próprio carnaval - dão uma sensação de que vivemos numa cidade próspera,
capaz de suprir todas as necessidades de quem queira viver aqui. Não faltam
alternativas de produtos ou serviços, apesar do preço estar sempre além do
esperado, o que não é novidade nas cidades litorâneas Brasil afora, embora isto
não justifique os abusos.
Contudo,
essa incrível sensação de que vivemos num paraíso, se transforma drasticamente
na primeira semana após o carnaval. Os turistas vão embora e o que fica é
apenas a conta para pagar. Os investimentos feitos na coleta de lixo, nos
plantões médicos, nos show’s artísticos e mais uma infinidade de outros gastos são
compensados, infelizmente, com arrocho por parte da administração municipal que
descarrega tudo isso na política salarial equivocada e injusta na “indústria”
que é a responsável, praticamente, pela movimentação econômica de uma cidade de
veraneio como a nossa, na maior parte do ano: O servidor público.
Não
que eu concorde que o serviço público seja a mola propulsora da economia local.
Penso que algumas ações da atual gestão, embora sempre executada de forma
abrupta e sem consulta à sociedade, nos dará, num futuro de médio ou longo
prazo, condições de fazer com que outras alternativas econômicas surjam e
supram essa lacuna. Mas para isso é preciso que a sociedade esteja envolvida.
Opinando, debatendo e apresentando sugestões para os problemas que atingem de
forma diferente mas a todos que querem continuar vivendo em Conceição da Barra.
Acho
que o governo municipal, voluntariamente ou não, deu um passo importante para
que façamos uma reflexão sobre o que queremos em termos econômicos para a
Barra. Os “erros” cometidos, tiveram seu ponto positivo. Os baixos índices de crimes
registrados, embora havendo uma morte (pós-carnaval), já representa um bom
sinal para quem quer resgatar um turismo que contemple o turismo familiar, ou
seja, pessoas que permanecem na cidade por mais tempo e que se preparam para
gastar, o que não ocorre com o turista que atualmente vem para cá, sobretudo,
no carnaval.
Ainda
há muito por avançar e não podemos nos furtar de avaliar todos os aspectos do
verão e carnaval barrense para construirmos uma ideia que se aproxime daquilo
que todos querem: Uma cidade próspera e que saiba otimizar seus pontos fortes.
Amor
de verão? Não. Precisamos de um amor eterno, duradouro e que abra os horizontes
para quem sonha em morar numa cidade boa, pacata e com oportunidade para todos,
em especial, nossos jovens.
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